Quase todo contrato que trava na última semana trava pelo mesmo motivo: alguma coisa de estrutura que ninguém combinou porque parecia óbvia. A conversa costuma começar pela data e pelo cachê, e para por aí. Só que um show de banda completa em praça aberta não pede a mesma coisa que um show de voz e violão dentro de uma igreja, e essa diferença aparece tarde demais quando não é tratada no começo.
Energia é o que mais atrasa
Praça de cidade pequena raramente tem ponto de energia estável perto do palco. Quando tem, costuma ser compartilhado com a iluminação da praça e com as barracas. O gerador é a solução padrão, mas precisa ser contratado com antecedência e dimensionado junto com o técnico de som. Gerador não é despesa extra: é a diferença entre o show acontecer e o show ser interrompido no meio.
O que perguntamos antes de mandar a proposta
Tamanho e altura do palco, e se ele já está contratado. Ponto de energia e distância até o palco. Cobertura, porque chuva em praça aberta sem cobertura cancela o show. Camarim, banheiro e o que existe de estrutura para a equipe. Horário de montagem e de passagem de som — e se há missa ou outro evento no mesmo espaço antes.
Nenhuma dessas perguntas é para complicar. Elas existem porque cada uma delas já foi o motivo de um show quase não acontecer.